"Só sei que, nada sei"."Só sei que nada sei".

 

A atual relativização do conhecimento e das verdades universais, é um problema causado intencionalmente por algumas vertentes intelectuais (mais ligado a ideologia politica), o objetivo seria a nivelação ou o regresso até o nível mais baixo e egoísta, a luta incessante contra o conhecimento (aquele conhecimento que, faz uns estarem certos outros errados, outros confusos, etc.), esta luta se dá diariamente por parte dessas pessoas. É muito mais fácil para eles se o conhecimento for nivelado por baixo, é como aqueles filmes em que o vilão causa o problema, e de repente, por um milagre divino, lá está ele com a solução de todos os problemas.

Caso não olhemos o cenário todo com muita atenção, esta armadilha é inevitável, pois, ela nos captura em nossa parte mais fraca, ou melhor, na parte de mais fácil persuasão, que é os nossos anseios, emoções, desejos. Como somos seres humanos, é impossível desfazermos dela, e sem uma disciplinada força de vontade, digamos que é muito difícil controla-la, fazendo de pessoas que menos controlam, alvos mais fáceis.

É assim que partidos políticos sobrevivem, aqui no Brasil isso foi premeditado e colocam em prática isso por mais de 30 anos, através dos meios de comunicação ideologicamente monopolizado, através de educadores seguindo o método de Paulo freire, método este que define o conhecimento como uma arma para uma luta de classe, de onde vem todo o viés comunista. Se um conhecimento tem um lado ideológico, e se posiciona politicamente e não analiticamente, este conhecimento já é por natureza falso, porque a educação serve para analisar a realidade em perspectivas variadas, e não a definir. Se uma realidade for definida por um conhecimento apenas, será uma realidade falsa, pois, sabemos que, a realidade é complexa e parte do abstrato para o real, e não o contrário.

Brasil, o país político.

Porque todo mundo é idiota ao mesmo tempo? Uma vez o Olavo de Carvalho disse, todo mundo erra, mas nem todos erram ao mesmo tempo. Bom, acredito que isso não se aplica de jeito maneira ao Brasil, aqui todo mundo erra, e todos ao mesmo tempo, incrível, aqui as ideias são desconexas, e todos para fins políticos. Projetos cientifico são para fins políticos, projetos literários são para ou contra fins políticos, a música? Virou protesto.

Brasil é o país da política, um país onde, professores são políticos, filósofos são políticos, artistas são políticos, etc. E não me refiro ao homem ser um animal político como disse Aristóteles (porque se fosse, até tinha uma desculpa para tal), estou falando dos políticos partidário, aqueles que são vendidos ideológicamentes, isto não é uma crítica ao atual esquerdamento ou endireitamento, é uma crítica aos fracos que venderam as rédeas do pensamento aos grandes e poderosos, venderam o pensamento em literalidade a troco de abstrações, de uma realidade totalmente subjetiva onde todo mundo teoricamente é dono se si, mas como poderia ser? Se eles todos já se venderam na primeira barganha que apareceu.

De todos estes problemas, o mais grave ou mais prejudicial é o problema dos intelectuais, como poderia, um professor ser um mestre, se ele já serve a outro mestre? Cada um com sua cabeça, acredito que esse deva ser a principal característica de um filósofo, essas pessoas que se dizem filósofos, mas buscam suas respostas em outrem, não deve por natureza ser considerados filósofos, mas sim estudantes ou estudiosos do pensamento filosófico, sendo a filosofia o próprio pensamento, e não o estudo dele, tendo a realidade como objeto de qualificação filosófica, o pensamento só pode ser considerado confiável se transponível (ou compreendido) para a realidade como unidade lógica, abstrata, paradoxa e como unidade cientifica.

Considero a filosofia a arte mais importante de uma sociedade, pois, é ela que busca o máximo do conhecimento sem se importar com o restante, a filosofia é o final do conhecimento, a transcendência do homem de aprendiz para mestre, e é por isso que ela precisa ser valorizada como prioridade em qualquer sociedade, e uma sociedade que cujos filósofos se vendem a partidos políticos, não tem salvação alguma.

Porque Deus não é homem?

Deus. Qual intencionalidade culta que pomos nele? Quer aceite ou não a sua existência, o que se entende por Deus é um ser infinito, onipotente, senhor de toda potência, pois, é origem e a fonte de todos os outros que dele provem, e como não é possível admitir-se que uma perfeição possa surgir do nada, esse primeiro ser tem de conter todas as perfeições no seu grau máximo, sendo, pois, infinito e superperfeito. A ele não se pode atribuir qualquer imperfeição, qualquer ausência de perfeição.

Ora, se um ente corpóreo, que é um ente limitado por superfícies, é um ente finito, carente de certas perfeições, nenhum ente corpóreo pode ser Deus. Se Deus existe, não pode ser corpóreo, se tal for corpóreo, sujeitos a limitação material, não seria possível velo como potência, e se tal não for potência em sua máxima, não poderia surgir o posterior dele, sendo parte dele mesmo. E quando o ateu, em seu primarismo filosófico, pede provas corpóreas da existência de Deus, e afirma que só acreditaria nele se o pudéssemos a sua frente para medi-lo, pesá-lo, tateá-lo cheirá-lo tal ser, assim apresentado, não seria Deus, porque, se é corpóreo, não é o ser ao qual com intencionalidade culta chamamos de Deus (1).

(1) O conceito vulgar e histórico de Deus, no sentido de um poder inteligente superior ou não ao homem, e de natureza diferente deste, é uma construção primária da idéia da divindade.
  • Este texto foi retirado do livro – Origem dos grandes erros filosóficos – Autor: Mário Dias Ferreira dos Santos, foi um advogado e filósofo brasileiro, criador de um sistema filosófico a que chamou Filosofia Concreta. (3 de janeiro de 1907 – 11 de abril de 1968)

Verdades ou regras?

Sistematização dos modos de viver/pensar, sem sombra de dúvida é a solução dos problemas por cima da problemática que, ainda desde o princípio tem importunado o homem. O homem como essência, como criação, como criador, ou como você quiser definir, é, o problema da problemática. Não o homem em si, mas o homem como definição de homem, seus ideais, propósitos, e etc.

Este caminho que o homem decidir como certo, é um caminho subjetivo, caminho de interpretações que podem ser hoje regras, e amanhã não mais, é como o sistema de computadores, que todo dia busca atualização de sistema, para se proteger de vírus e etc. Para a realidade pense no vírus como pensamentos ideológicos. Essa escolha de ter um sistema como modo de vida, é turbulento, e ofegante, é tipo – Se ficar o bicho pega, se parar o bicho come. Por isso, toda “direita” como toda “esquerda” vive colocando eu, você, como salvador da pátria, a escolha sempre vai estar em nossas mãos, hahaha, sqn, somo apenas a confirmação de que um deles pode estar certo. O lado que “nós” apoiarmos, será o lado que vai reinar como verdade absoluta. E assim sucessivamente, em todos países e lugares do mundo.

Se assim é, qual seria a verdadeira direção do correto? Estamos realmente perdidos em complexos de ideias? Para nós ocidentais, ou para a maioria das pessoas comuns, as maiores verdades (em questão de ser) estão sempre relacionada a religião, então quando abrimos nossos horizontes a perspectivas “intelectuais” (pelo menos as modernas, né), essas verdades passam a um campo mais “racionalista” (racionalista como força de expressão, já que desconhecem trabalhos como de Tomás de Aquino, Dum Scott, onde a relação entre racionalidade e fé é um pouco mais virtuosa, pelo menos em minha opinião) e assim começa a confusão sobre verdades absolutas e verdades absolutistas.

“Sê amigo da verdade até ao martírio; não sejas, porém, seu apóstolo até a intolerância”.                                                                                                     Pitágoras

Poder da Politica?

O poder nacional, poder em conjectura, é o que chamam de poder abstrativo, que é simbólicamente o Estado, que também é uma existência abstrativa de coalizão das pluralidades e direitos. Deixando de lado toda esta balela, o que não se pode negar é – O Dever Nacional, dever de manter a ordem social, a ordem publica.

“Nenhuma sociedade pode fazer uma constituição perpétua, ou sequer uma lei perpétua.”                                                                                             Thomas Jefferson

O dever Nacional, ou hoje denominada erroneamente como Politica, se materializou como formação de mentes, ou apropriação delas, que também é relativo, porque a formação de certa forma é a apropriação em si, sabendo-que a total imparcialidade é fantasia, porque desde nosso nascimento não temos conhecimento de nada além do que já é “programado” e este conhecimento de outrem, é por natureza influenciador. Conjecturando assim, nossa atual realidade, com inúmeras teorias e formas de poder, a dominação incessante por parte de pouco para com muitos, mas com a preocupação altruísta, que é incompreensível para quem não tem a formação ou apropriação mental dos formadores. Entrando assim, em um labirinto de interpretações, sob o poder, liberdade.
Mas como que o termo “Politica” se insere ou deveria inserir-se em nossa nova realidade? Seria politica apenas sistematização dos deveres publicos? Ou seria a relação do dever publico com as exigencias da realidade?
Sabemos que a prática difere da teoria, tanto na ação quanto na consequencia, e principalmente quando se trata de politica, pois ela está diretamente ligada a relações humanas em sua base, e as relações humanas convenhamos que não é tão sistemática e padronizada como a politica precisa ser. Vem então Politica-Humana como relação, pensada por Aristoteles, definindo que a base da polis deveria ter como perspectiva o individuo como familia, e toda politica em abstrato seguiria a mesma lógica familiar. Mas pera, isso também não é uma corrente ideológica? Talvez sim, ou não, talvez seja o estado natural do homem não acha?