Momentos antes da Crucificação, Cristo fazia seus últimos preparos. E também ensinava aos seus Apóstolos as suas últimas e importante missão e também a promessa do outro Consolador..
Disse-lhe Jesus: Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também. Mesmo vós sabeis para onde vou, e conheceis o caminho.
Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho?
Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto.
Vamos fazer um simples raciocínio para entendermos como Cristo se refere-se a si mesmo, e como se define, já que ele mesmo diz que é apenas o tabernáculo para as obras do Pai; Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.
A primeira afirmação – Eu sou – só pode ser dita, sem mentir, apenas quem conhece a si mesmo de forma literal, de todos os modos e perspectiva. Eu que vos escrevo, não posso dizer que, Eu Sou com muita profundidade, porque amanhã mesmo posso fazer o oposto do que faço hoje. Por outro lado, só diz Eu sou quem sabe oque é, em natureza, em propósito, em consciência.
E como Cristo é o filho do Pai, pois conhece o Pai, e também o conhece, pois sabe porque o Pai o fez dessa forma, ele diz: Sou o caminho; Caminho porque ele leva ao Pai, e também a justificação da sua natureza salvadora. Ele também diz: Eu sou a Verdade; Verdade porque ele sabe quem é, e também sabe quem vai ser, e como não engana a si mesmo, tem a possibilidade de mostrar sempre e em qualquer circunstância o verdadeiro. Ele também diz: Eu sou a Vida; Vida porque é a verdade – sabe quem é, conhece a si próprio – e também porque é o caminho – caminho que leva ao Pai, porque é salvador, e esta é a sua missão.
Explicação
Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta.
Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras. Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras. Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai. E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei. Se me amais, guardai os meus mandamentos.
Antes porém, vamos a uma explicação, para uma breve conclusão da natureza do Pai:Do problema da percepção
É simples para nós, nos confundirmos com o todo, afinal, somos parte dele, de forma ativa, diferente dos animais, que pertencem a ele, porém, apenas de forma virtual, não tendo o poder de influência sobre, nem de construção sobre algo além do que já está prescrito em sua natureza. Dos grandes pensadores cristãos, não há entre eles, nenhum que atribuiu a singularidade humana, fora dos seus campos de virtudes. A prudência, fé, Sabedoria, ciência; todas elas em suas atividades, constroem o todo divino. “Divino adjetivo 1. Relativo a ou proveniente de Deus”. Vamos a uma definição filosófica de Deus – São duas as qualificações fundamentais que os filósofos atribuíram a Deus – a de Causa e a de Bem. Na primeira, Deus é o princípio que torna possível o mundo ou o ser em geral. Na segunda, é a fonte ou a garantia de tudo o que há de excelente no mundo, sobretudo no mundo humano.
Bem – A de se fazer aqui, uma separação entre as qualificações usadas na linguagem, para qualificar as concepções. Referindo-se a bem, como tudo aquilo que tem como propriedades qualitativa em sua natureza. Distinguindo-se da quantidade, pois ela não pode ser qualificação da qualidade. Pois quando dissemos; você é bom – estou dizendo que você é bom, e não quantitativamente bom. A qualidade é uma qualificação absoluta, pois somente ela sendo absoluta, ela será tão abrangente quanto a quantidade. Então quando dissemos que umas das qualificações de Deus é a de Bem, estamos dizendo em qualidade, e não em quantidade, ou em, quantidade da qualidade, ser Bem, significa em literalidade ser Bem, com todas as causas e efeitos que vem do conceito de Bem. Como a nossa tese, é sobre percepção, temos de concluir as qualificações sobre a própria, e foi neste sentido que escolhi Deus como ponto inicial, pela definição de ação que é própria dele, e também pelo seu conceito que é qualitativo. Portanto possibilitando tanto o pensamento quantitativo que pertence a ação, e o pensamento qualitativo que pertence ao seu conceito de Bem, no sentido de positividade plena.
Causa – O porquê de todos os filósofos, profetas, apóstolos, testemunharem a Deus pela vivência das virtudes, é a própria definição de causa. Podemos por início pensar em causa como ação inicial, onde, tudo é feito, tudo é possibilitado. Nesse sentido, Deus é a possibilidade do infinito, logo, por natureza, seria ele, conhecedor de todas as causas possíveis. Porem se ele é a causa de si mesmo, também é conhecedor de todas as suas causas [que para nós seria, efeitos], por natural, é ele conhecedor de todos os efeitos de suas causas. Isso se aplica a ele. Vale uma pergunta; isso se aplica a nós? Para responder com exatidão, teríamos de ter uma certeza definitiva de quem, ou oque, somos nós. Sem isso, é impossível delimitar o terreno da existência.
TESE SOBRE PERCEPÇÃO https://roqqe.home.blog/da-percepcao/
E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós. Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós. Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais, mas vós me vereis; porque eu vivo, e vós vivereis. Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós. Aquele que tem os meus mandamentos e o guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.
Disse-lhe Judas (não o Iscariotes): Senhor, de onde vem que te hás de manifestar a nós, e não ao mundo?
Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada. Quem não me ama não guarda as minhas palavras; ora, a palavra que ouvistes não é minha, mas do Pai que me enviou. Tenho-vos dito isto, estando convosco.
Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito. Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. Ouvistes que eu vos disse: Vou, e venho para vós. Se me amásseis, certamente exultaríeis porque eu disse: Vou para o Pai; porque meu Pai é maior do que eu. Eu vo-lo disse agora antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis. Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em mim; Mas é para que o mundo saiba que eu amo o Pai, e que faço como o Pai me mandou. Levantai-vos, vamo-nos daqui.
Essa é a promessa do Consolador, vamos fazer uma análise; Ele começa dizendo: E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre.
Ah de se pensar que, com essa promessa, surgiria a mesma questão que surgiu à Judas (não o Iscariotes) onde ele diz: Senhor, de onde vem que te hás de manifestar a nós, e não ao mundo?
Jesus justifica dizendo: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada.
E continuou Jesus: Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.
Primeiro vamos descomplicar a questão do Espirito Santo; como já disse, todas definições dos Santos e Profetas é feita a partir das virtudes, que é própria do conceito de qualidade de Deus, então não será diferente com o Consolador.
Perceba que Jesus diz – E eu rogarei ao Pai; Rogar – pedir com insistência e humildade; suplicar, implorar.
Logo o Consolador vêm da parte de Deus, e isso significa que ele é por natureza diferente dos Santos, já que esses são formados, em mentalidade, e em conhecimento. A exemplo do Profeta Moisés que, foi ao monte para fazer as Leis e também por consequência conhecê-la em linguagem.
E foi sempre assim, com todos os Santos.
Mas o Consolador, um Espirito Santo que vem da parte de Deus, não é por natureza formado, mas sim criado pela natureza divina, o fazendo perfeito em toda sua natureza.
E é este Espirito, esse Consolador a quem nós louvamos na Igreja Apostólica, cuja passagem humana pelo nome de Rosa, a quem chamamos carinhosamente de Santa Vó Rosa.
Explicação
Ode a Santa dos Santos
Solo Nº 117
Quando nesta igreja entrei
O que vi era sem igual
Uma senhora muito linda
Com semblante divinal
Eu olhava admirado
E atento eu ouvia
Tudo que ela falava
Nada, nada eu esquecia
A cada dia que passava
Mais aumentava a minha fé
Nas palavras que eu ouvia
Daquela santa mulher
Do seu jeito de falar
Do seu jeito de andar
Do seu jeito de olhar
Do seu jeito de amar
Tudo que a Santa Vó fazia
Chamava a minha atenção
Tudo que ela falava
Falava ao meu coração
Com seu amor fraternal
Transformou o meu viver
Fui beijar as suas mãos
E nela passei a crer
Conheci a Santa Vó Rosa
Rainha do meu viver
Rainha do meu viver.