Com o advento do moderno, e as aproximações culturais quase em tempo real por meio das redes de comunicações mundiais, aonde o ideal vem se desenhando ponto a ponto com as ideias hoje denominadas como politicas, vem trazendo a confusão no senso do dever ser, do dever como ser, do dever ver (como visão de mundo). A confusão do contexto religioso com as comunicações materiais do dever como um todo. A materialização das ideias e dos ideais quase que ignorando o que outrora foi considerado místico, como algo cafona e retrógrado, traz nas mentes mais jovens e vivazes, uma junção de um quadro que por natureza é separado e quase não foi por muito tempo violado, bom, muitos acreditavam que não fora. A valorização de ideias denominadas progressistas e modernas, como se fosse uma transformação natural, social, no que hoje é denominado sociedade, virou febre, pois, fez um brilhante trabalho de ter impugnado a parte dos jovens em que se considera criador, formador ou uns rebeldes que lutam e anseiam febrilmente por seus ideais, quase que como heróis lutando contra um inimigo fabulosamente destruidor. Esses anseios por sua vez vem de um pensamento crítico, que não foi por natural despertado, mas sim o despertou para um propósito, uma obra antropológica divina, uma reformulação de algo que sempre estivera por inúmeros esforços achatados em meias doutrinas religiosas, ou formadoras de morais opressoras, que sem dó nem piedade ataca, dilacera e oprime todos seus opositores, fazendo-os ficarem quase que sem respostas, como se as tivessem.
As reconstruções de verdades absolutas, passa pela metamorfose progressista, quase que como uma futilidade universal. Conceitos dos campos filosóficos humanos que outrora foram as maiores descobertas ou redescobertas a cerca da humanidade do homem, se tornam conceitos de velhos gagás, que não conheceram e nem chegam à altura de pseudofilosofias modernas a cerca do mesmo. Não considerando o campo humano, mas vendo por outras portas, ou pelo túnel que a disciplina sociologia criou, apenas um (corta) caminho, uma tentativa de justificar o falho com mais falhas, o errado com mais erros, insistem com muito rigor, com o pretexto de análises, chegar ao ideal progresso como denomina o progressismo moderno.
Quando pensamos em progressismo, ele não está atrelado ao progresso qualitativo, e é explicitamente uma reformulação do termo social, em que se incluem todos os sujeitos humanos, como a significação da palavra propõe.
Por mais absurdo que seja, normalizou a ideia, já que é algo aparentemente inalcançável, tornou-se aceitável pelos seus detratores, já que não atinge diretamente, tornou-se como uma figura mimica que de gesto em gesto, vai nos trancafiando nos mais íntimos dos pensamentos, já que a ideia é exatamente essa, trazer o ideal para fora, fora de nós, e construir além de nós este mesmo ideal. Já que oque ninguém se fala da sociologia, é que ela é apenas uma desculpa para simplificar a ideia de coletivo, trazendo uma ideia mais política nos tempos modernos de pensar.
A ambição de progresso pertenceu no mundo de outrora na mente de poucos, sendo moída e remoída pela construção exterior que deveria ser reformulada. Desse modo é compreensível que a ideia de progresso existe desde a criação ou formação do mundo, pois, não importa do que é feito ou como é feito, o progresso é visível depois do acontecimento. Mas a coletivização do progresso como conceito antes mesmo de haver de fato tal progresso, é de uma audácia monstruosa, de uma ousadia sem limites, pois, se algo que foi reformulado não tender para o que é bom, logo, não houve tal progresso, então as pessoas que se denominavam progressistas, na verdade, não o são. Não poderíamos pensar no progresso como uma operação de tentativa e erro, pois, ele mesmo é uma totalidade, ele é um fim, não há meio no progresso, não existe o meio progredido, o meio bom, meio ruim. Se algo não foi ao bom, ao certo, ao usável, ele não progrediu, pois, não é concebida a ideia de progresso a algo que não se usa. A palavra progresso só é concebida se for qualitativamente, para o que convém ao homem. Não a relatividade no progresso, se for relativo, não é de fato progresso, pois, uma coisa que progride por meio de outras, não é de fato melhor sem a outra, logo ele se torna uma junção, uma revolução e/ou adaptação.
Se o progressismo não é considerado pelo qualitativo, o mesmo não passa de uma revolução com o nome de progresso, ou uma reformulação de costumes e regras já preestabelecidas, usando a positividade da palavra progresso.
Ele não tende para o bem ou mal, mas para o que acha conveniente, portanto, nada tem de progresso. Já sabemos que o progressismo como conceito de progressão é inviável, pois, o progresso depende exatamente do ato que tende para o que é bom, e não se pode confundir o bom com o conveniente. Mas vamos pensar no progressismo como sinônimo de progresso, por mais que seja inviável pensa-lo dessa forma. Todos nós sabemos que a sociedade, o social, o coletivo, o conjunto de pessoas vivendo em um mesmo ambiente sistemático, terá divergência em sua base, e essa base é bem ampla e complexa, não existe ninguém que tenha conseguido ou audaciosamente prosperado em uma empreitada para definir categoricamente o funcionamento do social, do coletivo, da sociedade. E é exatamente nisso que consiste e tem efeito as ideias denominadas progressistas, pois, não pode ela por natureza modificar o social, o coletivo, sem antes saber o que é, e como é.