Dos problemas sociais

A sociedade ontem e hoje, é regida pelas regras de algo chamado política, que em suas acepções diversas, tem como principal objetivo, a ordem e o interesse dos cidadãos. O termo tem origem no grego politiká, uma derivação de polis que designa aquilo que é público e tikós, que se refere ao bem comum de todas as pessoas. E essa acepção é bem abrangente, pois ela implica na atualidade o conceito de maioria e minoria, que na democracia atual, virou regra de defesa. A politica hoje, não se preocupa mais com os fins, e são esse tipo de pensamento que trás retrocesso a sociedade, está todos eles preocupado com os meios, ou seja, seus mandatos, ser bem visto nas tribunas, ter fama, ou ser popular, vivemos na era em que temos artistas, e não políticos. Ora, chegamos à conclusão que a politica é a defesa do bem comum do cidadão, logo, subentendesse que, os problemas sociais só podem ser resolvidos pela politica? Normalmente diríamos sim a essa pergunta, mas quero que pense de outra forma, colocando mais ênfase na Antropologia, que é o estudo da ciência do homem no sentido mais lato, que engloba origens, evolução, desenvolvimentos físico, material e cultural, fisiologia, psicologia, características raciais, costumes sociais, crenças etc. De primeira vista, vemos que o homem é estudado de formas variadas, logo, o homem que socialmente divide espaço com outros homens, criando o conceito de Sociedade e não o conceito de sociedade os definindo, chegamos à conclusão que primeiro o homem é diverso, só então busca o conceito de uno.

Chegando a conclusão que o homem é por natureza diverso, faz sentido o termo política, já que também podemos entender política como relação de interesses socializados. Nós em nossa diversidade, procuramos sempre a resolução do que por final se torna o interesse social, como Saúde, Educação, Emprego, Segurança, e etc. Então a politica também é a causa dos problemas sociais? Sim e não, o problema são os políticos que não sabem o que é a política, pois política é somente uma ideia, um conceito, uma forma abstrata de resolução de problemas, através do mecanismo do Estado. Enquanto os políticos olharem apenas para seus meios, o fim nunca chegará e a resolução de algo somente se dá no fim e não nos meios. Definindo no tempo, a resolução seria o fim dos problemas sociais, caso não ocorra, politico nenhum tem mérito nesse sentido, não importa o tipo de governo ou a lei, programa social que venha a propor.

“Não devemos julgar os programas sociais por quantas pessoas estão neles, mas quantas estão saindo.”                                                                            Ronald Reagan

Do caos virá à ordem?

É muito fácil, ou melhor, pensar que algo que é uniforme ou orgânico necessariamente vem da ordem. Vamos pensar em ordem, como uma unidade na operação de indeterminados acontecimentos, por exemplo, a ordem do Mercado, do Estado, da Sociedade e etc. Logo, se a ordem vem do que é uniforme ou orgânico, o oposto de uniforme ou orgânico, seria a desordem? Percebam que não estamos falando de ordem no sentido de poder ou ordenar, e sim de organização, então vamos colocar no lugar de desordem o termo, desorganização. Podemos então dentro desse pequeno raciocínio, pensar em dois termos que lhe seriam opostos, a ordem e a desorganização, vale aqui uma observação – se estou falando de desorganização, estão poderia pensar a ordem como organização? Podemos sim, porém não convém pensar desta forma, porque o sentido final que desejo, é um pouco diferente do organizado, veremos mais a frente.

Em qualquer exemplo que citei anteriormente, existe os “meios” que seria basicamente o modo operante de cada objeto. O Estado não funcionaria se os “meios” ou “setores” que compõe o Estado, fosse hegemônico, ou tivessem todos os mesmos conceitos fundantes, também assim é no Mercado, na Sociedade, logo subentendesse que setores diversos, na maioria opostos, brigam entre si para se acomodarem e se encaixarem. Porém essas brigas, que muitos acham prejudicial, e lutam para diminui-las ou retarda-las, é o que em nosso raciocínio podemos chamar de caos ou desorganização (lembrando que essa palavra tem seu sentido original, e não é de nosso interesse compreende-lo daquela forma). Acredito que ficou mais iluminado o caminho que pretendo percorrer neste texto, o nosso conceito particular de Desorganização, que na verdade é um processo natural para a ordem, são conceitos binários, eles necessitam um do outro para existirem, somente no desorganizado poderá se dar a ordem, pensando como um processo obviamente. Chegamos a conclusão então, que somente do Caos virá a Ordem, e somente da Ordem o Caos poderá existir.

O Caos sempre levará a ordem, mas da ordem, nunca se chegará ao Caos, pelo simples fato de que, nada retorna ao estado anterior, porque ele já não tem mais as propriedades anteriores, o anterior sempre levará ao que por ventura seja posterior, mas o posterior nunca retornará ao que era anteriormente. Ele pode ser algo que não fora, mas nunca o que já fora. Se chegamos a esta conclusão, posso dizer com propriedade que do Caos sempre chegaremos a ordem. Então como e porque o caos ainda existe como conceito binário como foi dito anteriormente? É bem verdade que do Caos se chegará à ordem, e da ordem logicamente que o caos voltará, mas ele não exatamente voltará, pois como foi dito, o que é posterior de algo, nunca retorna ao anterior. Ele retornará, porém e somente com o conceito de Caos, exigindo outra análise e outra perspectiva.

Conservar ou progredir?

Quando o coletivo age, sempre existirá um UNO pensamento por trás, esse pensamento gera a convicção para tal ação, não é de espantar o que vivemos hoje, oque as pessoas denominam como polarização é somente desejo de uma nova verdade, um novo norte coletivo, onde tem fortes conexões a uma intuição não explicativa, é algo de dentro que externalizou, devido o incansável trabalhos de pessoas como: Olavo de Carvalho, Enéias e etc. estes são combustíveis para uma nova direção, porém não adianta ter combustível se não existe um meio de como alcançar tal objetivo. Muito se fala hoje de conservadorismo, porém é um determinado grupo apenas que realmente conhece, e “sabe” do que realmente significa, então como pode uma esmagadora maioria da população vestir esta camisa? Vamos definir o “saber” em duas colunas, na direita temos o saber prático que, é o saber como conceito e o dominio da sua pragmática, na outra coluna temos, o saber especulativo, que é o saber apenas como intuição, sem os conhecimentos dos conceitos que formaram em volta do conservadorismo. 

Acredito que este movimento sem um preparo realmente verdadeiros dos que dominam o termo como conceito, leva a grandes brutalidades coletivas, o esmagamentos de verdade per si, ou o predomínio do senso comum, ou do especialismo moderno que impera em nosso meio.

O caminho é longo, a viajem é turbulenta, e quem dominará? Será que esse conservadorismo que surgiu hoje surpreendentemente vai criar raízes intelectuais? Acompanhe isso tudo nos próximos anos, uma novela chamada Brasil.

Seu fachista, vá estudar!

Parece que a nova moda para ganhar nos argumentos é mandar estudar, como se estudar moldasse o presente, da até a entender um novo conceito de historia, como se a historia moldasse o futuro, e não fosse apenas uma forma de análise do passado. No passado os antigos iam a oráculos, videntes, para prevêem ou para anteceder algum acontecimento futuro, hoje eles vão até uma biblioteca, abrem um  livro e vêem e prevêem o futuro, cada passo, cada ação. Diante disso, fico pensando, a maior idiotice do mundo foi queimar a biblioteca de Alexandria, talvez seja por esse motivo que a africa ainda continua escravizada pela fome e a miséria, e apenas a europa enriqueceu, já que somente eles construíram bibliotecas e universidades. 

No século passado, muitos foram os estudiosos que devotaram a estudar psicologicamente coisas como amor e ódio, neste século estamos tão avançado que, as definições de ódios, são percebidas em meio a euforia, paixões, desencanto, e mais, quem as definem são pessoas que tem como ofício, jornalismo, analistas, comentarista, deputados, ativistas, senadores e etc. E olha que, no Brasil, museus pegam fogos, bibliotecas pegam fogo, pessoas são assassinadas, estatisticamente mata mais no Brasil do que nas guerras da síria, aquelas guerras que os brasileiros, horrorizados, sentiram na consciência que deviam colocar em seu perfil frases como “Paz na Síria”. 
Nessa moda, totalmente baseados em estudos é claro, surgiram novos xingamentos também, palavras tipo, racistas, homofóbicos, fascistas, e quem é enquadrado nesse meio? Todo mundo que, um dia na vida, não falo ao mundo como ama a democracia, ou nunca declarou amor aos outros, e também todo mundo que não pensa igual eles é claro, afinal eles são estudados, todos eles previram o futuro através dos livros de história esqueceu?
Por isso não discuta, estude. Quem sabe um dia você pode ser racista, sem ser considerado fascista, ser homofóbico sem ser considerado racista, e ser racista sem ser considerado homofóbico.

Toca Raul

De fato, como Raul preferiria ser, o Brasil se tornou, uma metamorfose ambulante, que de escolhas e escolhas, sempre de um modo inconsciente, caminhou ante o ideal que predominou o mundo no último século, de um povo sem o conhecimento, apenas seguindo uma intuição sapiencial, seguiu o caminho de suas raízes. Em muitas metamorfoses, a história Brasileira pode ser resumida. Um Rei que chegou a uma terra obscura, com um tanto de ser não primitivo culturalmente, mas que não retinha inteligências digamos tecnológica, esse Rei, em meio ao caos foi bem recebido, mostrando claramente a maior característica do povo que surgiria ali naquele lugar, deste Rei, que no meio de um sonho, teria que retornar a sua normal realidade, mas que não desistiria daquele sonho, sagaz como era, de uma inteligência, deixou parte dele para a continuação deste mesmo sonho, o novo Rei, que não tinha nada do antigo Rei, mas tinha o tudo que o antigo Rei gostaria de ter, deste Rei, já com a coragem daquele povo que se formou, povo novo, diferente, metade índio, metade português, metade africano e mais alguns, estes não eram mais suas raças, se tornaram algo maior, se tornaram uma ideia, uma vontade, desejo, que ainda estava incompleto, que ainda não era dono de sí, este novo Rei, entendeu, e soube, que o antigo Rei o deixou ali por um propósito, uma missão nobre, de fazer aquele povo diferente, um novo povo, uma nova nação, soberana em si mesmo, dona de sí, e esta foi a missão deste Rei, que quando cumprida, estava completa a segunda metamorfose, até então a mais importante. Deste Rei Herói, que cumprido o seu desígnio, surge então o terceiro Rei, este que diferente de seu anterior, trilhou o caminho escuro, parecido com o caminho do primeiro Rei, este terceiro Rei, mais inteligente, mais humano, mais moderno, fez de seu reino grande, grande em si mesmo, grande de orgulho, que este erro, fez de seu dourado reinado, uma ruptura mergulhou este reino no caos, que prosseguiria por ironia do destino até onde ele jamais sonharia chegar. Assim como uma metamorfose passos  são seguidos, este reino também seguiria até hoje, onde vemos também uma metamorfose, diferente, formosa, mais inteligente, mais conscientes, eu não diria que é a final, porém posso intuir que está para terminar, o momento onde a borboleta abre suas asas, e mostra toda sua beleza, que por meio da dor, do sacrifício, da metamorfose ela adquiriu. Somo Brasil. Firmes por dentro, como pau Brasil.